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Terceira Geração

As consolas de 8 bits formaram a terceira geração de consolas de videojogos.

Embora a geração precedente usassem também processadores de 8 bits foi nesta altura que as consolas domésticas foram rotuladas pelos seus bits.

Foi nesta geração que se deu a primeira “guerra” entre a Nintendo com a Nintendo Entertainment System (NES) conhecida no Japão como Nintendo Famicom e a Sega com a Master System. Na América do norte e Japão a Nintendo levou a melhor enquanto que na Europa e Brasil a consola da Sega era a mais popular.

1983 – Nintendo Entertainment System/Famicom faz renascer os videojogos

A grande quantidade de maus videojogos surgidos em 1983, trazidos principalmente pela Atari, espantou os consumidores nos EUA, levando ao crash dos videojogos de 1984, nenhuma das empresas da área dos videojogos se conseguiu relançar, com a excepção da INTV, Inc que tinha comprado os direitos e marca da Intellivision.

Em 1983, a Nintendo lança no Japão a consola Famicom (Family Computer), começando assim o domínio japonês da indústria de videojogos. Até crash dos videojogos de 1984, já tinham sido vendidas 2.5 milhões de unidades.

Com receio da concorrência da Atari a Nintendo tenta vender a comercialização da sua consola, perante a recusa, a Nintendo introduz em 1985 pelos seus próprios meios a consola no mercado americano com o nome de NES (Nintendo Entertainment System) e com um novo aspecto mais parecido com um computador do que com um brinquedo como acontecia com a Famicom. Receosos com o crash dos videojogos de 1984, para além do facto da Nintendo ser uma empresa desconhecida, não foi fácil convencer os distribuidores americanos de videojogos a comercializarem a consola

Nos tempos iniciais da comercialização da NES a Nintendo lança dois acessórios “revolucionários” a Power Glove que permite ao jogador controlar o jogo movendo o braço e dedos, e o Robotic Operating Buddy um robô que jogava.

A NES encerrou sua vida útil oficialmente em 1995, 10 anos depois de ser lançada.

Figura 56 - Nintendo Entertainment System

 

Imagem de

http://brentgustafson.com/Page/VideoGameCollection

 

Figura 57 - Famicom (versão Japonesa da NES)

 

Imagem de

www.katch.ne.jp/~tarosuke/keijiban.htm


Figura 58 - Famicom Jr, lançada em 1993 no Japão

 

Imagem de

http://infoconsolas.com/

 

Figura 59 - Donkey Kong (Nintendo 1984)

Figura 60 - Super Mario Bros. (Nintendo 1985)

Figura 61 - Legend of Zelda, The (Nintendo 1986)

Figura 62 - Double Dragon (Trade West 1988)

 

Imagem de

http://www.videogamecritic.net/


1986 - Atari 7800 ProSystem

Com o fracasso da Atari 5600 SuperSystem e sucesso da NES que dominava o mercado a Atari tenta recuperar o lugar que já tinha sido seu e em junho de 1986 lança o Atari 7800 ProSystem.

A consola tinha mais memória, um processador e placa de vídeo mais potentes do que os seus concorrentes, tinha ainda um comando prático, resistente e funcional, permitia usar todos os acessórios e jogos do Atari 2600 VCS lançado em 1977 sem necessidade de qualquer adaptador externo. Para além dos títulos originais a consola apresentava-se como sendo a que tinha mais jogos. Apesar de tudo a Atari chega tarde, ninguém quer saber de jogos como Pole Position ou Asteroids, mas sim de Mario, Zelda e Castlevania.

Em 1988 morreu por falta absoluta de suporte, não chegando a ser uma ameaça para a NES e Master System.

 

Figura 63 - Atari 7800 ProSystem

 

Imagem de

http://brentgustafson.com/Page/VideoGameCollection


 

Figura 64 - Donkey Kong (Atari 1988)

Figura 65 - Joust (Atari 1988)

Figura 66 - Fatal Run (Atari 1990)

Figura 67 - Motopsycho (Atari 1990)

 

Imagens de

http://www.videogamecritic.net/


1986 – Master System

A gigante japonesa dos flipers Sega, decide entrar no mercado dos videojogos e em 1984 lança o Mark III que serviu de base ao Master System que chegou aos EUA em 1986, ano em que 90% do mercado americano era detido pela Nes e os restantes 10% pela Atari 7800 ProSystem e o Intellivision. Com uma consola visualmente atraente, relativamente poderosa por dentro, com uma cópia do comando da NES mas sem a mesma precisão, a Sega tenta conquistar uma fatia do mercado americano e faz um acordo de licenciamento com a Tonka Toys na esperança de conseguir uma boa distribuição da consola, que nada valeu. A falta de jogos de qualidade que não conseguiam fazer frente a jogos como Mario, Zelda, Castlevania, Megaman e o facto de quase todas as empresas produtoras de jogos terem um contrato de desenvolvimento exclusivo para a Nes fez com que a Master System se tivesse que contentar em dividir os 10% com as restantes consolas. Apesar do insucesso, a Sega foi inovadora ao lançar para a Master System uns óculos 3D que permitiam obter a sensação de profundidade nos jogos que o usavam. Os óculos foram impopulares devido à falta de bons jogos compatíveis, e ao cansaço que eles causavam à vista.

 

Figura 68 - Master System

 

Imagens de

http://brentgustafson.com/Page/VideoGameCollection

 

Figura 69 - Master System II

 

 

Figura 70 - Jogo em cartão. Eram do tamanho de um cartão de crédito e inseridos na frente (apenas na primeira Master System)

 

Figura 71 - Jogo em cartucho. Inserido na parte superior da consola

 

 

 

Figura 72 - Duas variações de comando, uma em que o vio está em cima e noutra de lado

 

Figura 73 - Control Stick

 

 

Figura 74 - Óculos 3D

 

 

 

Figura 75 - Pistola laser

 

Imagens d

http://www.vidgame.net/SEGA/MASTERS.html

 

 

Figura 76 – Modelo portatil da Master System lançado principalmente no Brasil

 

Imagens de

http://infoconsolas.com/

 

Figura 77 - Outrun (Sega 1987)

Figura 78 - Space Harrier (Sega 1987)

 

Imagens de

http://www.videogamecritic.net/


Portáteis

 

1989 – Game Boy

Da mente do engenheiro Gumpei Yokoi e do R&D1 (departamento de pesquisa e desenvolvimento), saiu a ideia do GameBoy uma consola portátil, com um processador compatível Z-80 que corria a 1,1 Mhz, ecrã LCD a preto e branco, alimentado a pilhas conseguia manter-se ligado 20 horas ininterruptamente.

A consola foi lançada em 21 de Abril de 1989 no Japão, Agosto 1989 nos EUA e 1990, durante o tempo de vida da consola saíram vários jogos e com qualidade que fizeram do Game Boy um sucesso que se manteve durante anos e anos e reforçou a teoria “O hardware não é pré-requisito para o sucesso de uma plataforma”.

Gumpey Yokoi, faleceu em 1997 num trágico acidente de carro.

 

Figura 79 - Game Boy

 

Imagens de

http://www.answers.com/topic/list-of-best-selling-computer-and-video-games&usg=__953T4cuPTBo7rv_sutQxah5sk9w=

 


1989 – LYNX a primeira consola portátil a cores do mundo

Em 1989 a Atari resolve comprar a empresa Epyx detentora de tecnologia portátil, para fazer frente à Nintendo no campo das consolas portáteis, em Outubro de 1989 lança a LYNX nos EUA.

A LYNX possuía um processador principal de 8 bits e chip gráfico de 16 bits, som stereo, um ecrã LCD a cores com iluminação backlight, era tecnologicamente evoluída para a época o que numa fase inicialmente fez vender várias unidades, mas falta de bons jogos acabou por não abalar o reinado do Game Boy.

 

Figura 80 - Game Boy Micro, PSP Lynx

 

Imagem à esquerda de

http://bonusweb.idnes.cz/obrazek/lynx03m.jpg

 

 


1991 - Game Gear a primeira portátil da Sega

Em 1991 a sega entra no mercado das consolas portáteis ao lançar no Japão a Game Gear.

Tecnicamente bem superior ao concorrente Game Boy, com um processador de 8 bits o Z-80 de 3.58 MHz, um ecrã LCD a cores, capaz de usar uma paleta de 4096 cores, tudo indicava que destronaria com facilidade o concorrente. No entanto a falta de jogos de outros fabricantes, marketing inadequado, e o desviar das atenções para a “guerra” dos 16 bits entre a Mega Drive/Genesis e a SNES/Super Famicom fizeram com que a consola morresse aos poucos.

A consola não chegou a ser um fracasso mas também nunca passou do segundo lugar no mercado das consolas portáteis. Durante o seu tempo de vida saíram cerca de 250 jogos e acessórios como o TV Tuner que transformava a consola numa TV portátil, o Master-Gear Converter que permitia jogar os jogos do Master System, lupa, adaptador para ligação ao isqueiro do carro, bateria e carregador que bem eram precisos devido à reduzida autonomia de cerca de 1 hora fornecida pelas pilhas.

 

 

Figura 81 - Game Gear

 

Figura 82 - Game Gear com TV Tuner

 

Imagens de

www.vidgame.net

 

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