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Quarta Geração

As consolas de 16 bits formaram a quarta geração de consolas de videojogos.

Começando em 1987 com o lançamento do PC Engine no Japão, esta era foi dominada pela rivalidade entre a Nintendo e a Sega com as suas consolas, a Super Nintendo Entertainment System e a Sega Mega Drive.

1987 - PC Engine/Turbografx 16

Em 30 de Outubro de 1987 a empresa Nec gigante da electrónica, entra no mercado dos videojogos ao lançar no Japão a consola PC Engine.

Com uma consola com 2 processadores de 8 bits, uma placa de vídeo de 16 bits, capaz de exibir no ecrã 480 cores ao mesmo tempo era superior à Famicon e Master System, no entanto a tarefa de superar a popularidade e elevado numero de vendas da Famicom não era fácil, mas acabou por ser conseguido. O sucesso foi conseguido em parte devido à aliança com a Hudson Soft que desenvolveu jogos baseados nos personagens Bomberman e Bonk este ultimo em resposta a jogos como Mario e Sonic.

Em Novembro de 1989 a consola é lançada nos EUA com o nome de TurboGrafx-16, mas não se consegue implementar como tinha acontecido no Japão, devido ao fraco marketing, à demora das conversões dos jogos de sucesso japoneses e ao lançamento da Genesis a nova consola da Sega conhecida no Japão e Europa como Mega Drive.

Foram lançados no Japão e EUA acessórios como comandos, pistolas, rato, expansões de memória, um que permitia usar a consola para Karaokê e o mais importante o drive de CD que permitia ler jogos em CD-Rom, para além dos tradicionais cartuchos em formato de cartão de crédito chamados de Hucards ou Turbochips.

Mais tarde, a NEC lançou uma versão chamada PC Engine Duo no Japão ou Turbo Duo nos EUA, que já vinha com o drive de CD incorporado e 128 KB de RAM, surgindo assim jogos no formato Super CD-ROM.

No início de 1995 o PC Engine/Turbografx 16 desapareceram por completo devido ao sucesso do Genesis/Mega Drive e Super Nintendo/Super Famicom e ao lançamento da Saturn e Playstation consolas mais poderosas e com suporte 3D.

 

 

Figura 83 - PC Engine, o desenho original. Apenas para o Japão.

 

Figura 84 - PC Engine Core Grafx.  Versão anterior apenas com novo desenho, cor e saida AV em vez do cabo de antena.

 

Imagens de

http://www.puntodepartida.com/retroinformatica/maquinadeltiempo/

 

Figura 85 - NEC TurboGrafx 16 (é a versão do PC Engine para a América)

 

Imagens de

http://members.aol.com/CHRZAHN/index.html

 

 

Figura 86 - Keith Courage in Alpha Zones (NEC 1989)

Figura 87 - Bonk's Adventure (NEC 1990)

Figura 88 - Forgotten Worlds (CD) (NEC 1992)

Figura 89 - Dracula X (CD) (Japanese Import) (Konami 1993)

 

Imagens de

http://www.videogamecritic.net/

 


1988 – Mega Drive a primeira consola 16 bits é lançada no Japão

Atrás da Nes/Famicom da Nintendo e PC Engine/Turbografx da Nec em popularidade e vendas, a Sega lança em Outubro de 1988 a Mega Drive a primeira consola 16 bits. Com um aspecto futurista, um processador de 16 bits o Motorola 68000 que corria a 7.67 Mhz e capacidade para exibir apenas 64 cores em simultâneo, conseguiu impressionar os jogadores com os seus gráficos e conversões de arcades Sega.

Nos EUA foi lançado em Setembro de 1989 com o nome de Genesis.

Na Europa em 30 de Novembro de 1990 com o nome de Mega Drive.

A nova consola 16 bits da Sega não se conseguiu implantar no Japão devido à falta de RPGs um estilo de jogo muito apreciado no oriente mas nos EUA e resto do mundo foi um sucesso que superou o Super Nintendo/Super Famicom principalmente depois do lançamento de Sonic em 1991.

Durante a vida da consola foram produzidos mais de 1000 jogos (na Europa nem todos lançados) graças ao apoio das melhores produtoras do momento como a Konami, Capcom, Tecnosoft, Interplay, Sunsoft, Hudson e Electronic Arts, esta última juntamente com a Sega foram as grandes responsáveis pelo sucesso da consola na América e Europa.

Saíram ainda durante a vida da consola acessórios como o comando de 6 botões para facilitar a jogabilidade de jogos como o Street Fighter II’, rato, Multiplayer um adaptador para 4 jogadores, bazuca, adaptador para jogar os jogos do Master System e o activador que era uma espécie de circulo colocado no chão onde o utilizador se posicionava e controlar os movimentos das personagens através dos próprios movimentos.

Em 1991 a Sega lança no Japão o Mega CD para tentar conter a popularidade do PC Engine CD. O Mega CD ligado ao Mega Drive poderia ler jogos em CD-Rom oferecendo aos fabricantes de jogos a possibilidade de desenvolver jogos com maior capacidade gráficas como zoom, rotação, videos Full Motion e melhores capacidades sonoras.

Em Novembro de 1992 é lançado nos EUA com o nome de Sega CD, impulsionada pelo sucesso da Genesis vendeu mais de 6 milhões de unidades e foram produzidos mais de 200 jogos, muitos eram “filmes interactivos” ou jogos já existentes com apenas mais alguns níveis, cenas de vídeo e musica melhora.

Em 1994 a Sega lança o 32X que encaixado na parte superior do Mega Drive/Genesis formava um sistema de 32 bits. O 32X possuía um processador Dual Hitachi SH3 32-bit RISC, conseguia exibir no ecrã 32.000 cores em simultâneo, os jogos vinham em cartucho. O 32X poderia ainda ser ligado simultaneamente com o Mega Drive/Genesis e Mega CD/Sega CD formando um único sistema capaz de correr jogos em CD-Rom desenvolvidos para este sistema triplo.

Foram desenvolvidos cerca de 90 jogos (na Europa lançados menos de 50) mas devido à fraca aceitação dos consumidores, revelou-se um fracasso a que a Sega deixou de dar suporte pouco mais de um ano após o lançamento.

 

 

Figura 90 – Sega Génesis

 

Figura 91 - Sega Mega Drive

Imagem à esquerda de

www.computercloset.org/

 

Imagem à direita de

http://www.stud.uni-hannover.de/~peterr/dokus/museum/liste.htm

 

 

 

Figura 92 - Genesis 2

 

Figura 93 - Mega Drive 2

 

Imagem à esquerda de

www.emuasylum.com

Imagem à direita de

www.pacs-portal.co.uk

 

Figura 94 - Genesis 3. Fabricado pela Majesto e lançado em 1993 na América do Norte

 

Imagem à esquerda de

http://segagenesis.quickseek.com/

 

Figura 95 - Sega CD

Figura 96 - Mega CD

 

Imagem à esquerda de

www.vgfreak.com/consoles/mcd.htm

Imagem à direita de

www.markhyde.plus.com/sgs.html

 

 

Figura 97 - Sega CD (Segunda versão do Sega CD)

 

Figura 98 - Mega CD II

 

Imagem à esquerda de

www.retrogaming.se/visakonsoll.php?plattform=SMCD

Imagem à direita de

www.sludgefeast.com/.../megacdconsole.html

 

 

 

Figura 99 - 32x

 

 

 

 

Imagem à esquerda de

www.vidgame.net/SEGA/32X.html

 

 

Figura 100 - Sega CDX

 

Figura 101 - Multi-Mega

 

 

 

Imagem à esquerda de

www.zonesega.com/tests-historiques-272-3.html

Imagem à direita de

www.gamekult.com/album/page15/

 

Figura 102 - Sonic the Hedgehog (Sega 1991)

Figura 103 - Streets of Rage (Sega 1991)

Figura 104 - Evander Holyfield's Real Deal Boxing (Sega 1992)

Figura 105 - Ecco The Dolphin (Sega 1992)

Figura 106 - Super Street Fighter II (Capcom 1993)

Figura 107 - Comix Zone (Sega 1995)

 

Figura 108 - Sonic CD (Sega 1993) para Mega CD

Figura 109 - Night Trap (Sega 1992) para Mega CD

 

Figura 110 - Virtua Fighter (Sega 1995) para 32X

Figura 111 - Virtua Racing Deluxe (Sega 1995) para 32X

 

Imagens de

http://www.videogamecritic.net/


1990 – Neo Geo

Em 1989 a empresa SNK aventura-se no mercado dos jogos electrónicos com uma placa para arcades chamada MVS. Aproveitando o sucesso da placa, lança em 1990, no Japão, a consola Neo Geo com as mesmas especificações técnicas da placa MTV.

Os jogos são conversões fies das arcades da SNK mas os preços elevados (a partir de 150€/200€) dos cartuchos de jogos impediram a sua massificação transformando-a numa consola de luxo acessível apenas a alguns. A consola tinha sobretudo uma grande variedade de jogos de luta e disparo mas não de outros estilos e o seu sucesso restringiu-se ao Japão.

Em 1994 a SNK lança o Neo Geo CD que era basicamente a Neo Geo com um drive de CDs de velocidade simples, com memória para gravar a progressão nos jogos e memória RAM, mas com os jogos a um preço muito mais acessível (por volta dos 80€).

Como a SNK não previu a chegada das novas consolas Saturn e Playstation que ofereciam gráficos 3D, não se conseguiu impor com os seus bons jogos em 2D.

 

Imagem de

www.gameaxis.com

 

Figura 112 - Neo Geo CD

 

Imagem de

www.computercloset.org

 

 

Figura 113 - Neo Geo CD Z

 

Imagem de

http://perso.orange.fr/neogeoCDworld/fiche/fichetechniqueneogeo.htm

 

 

Figura 114 - Blue's Journey (Alpha 1990)

Figura 115 - Ninja Combat (Alpha 1990)

Figura 116 - Art of Fighting 2 (SNK 1994)

Figura 117 - Samurai Shodown 2 (CD) (SNK 1994)

Figura 118 - King of Fighters '95 (CD) (SNK 1995)

Figura 119 - Metal Slug 2 (CD) (SNK 1998)

 

Imagens de

http://www.videogamecritic.net/

 

1990 – Super Famicom é lançada no Japão

Com a popularidade do PC Engine no Japão e o lançamento da Mega Drive/Genesis, as perspectivas para a Nes a consola de 8 bits da Nintendo não eram as melhores.

Em 21 de Novembro de 1990, a Nintendo lança então no Japão a sua consola de 16 bits a Super Famicom.

Em 13 de Agosto de 1991, lança nos EUA com o nome de Super Nintendo Entertainment System (SNES).

A 16 bits da Nintendo era mais recente 2 anos do que a Mega Drive/Genesis, tinha um processador 16-bit 6502 uma variância do 65C816 que corria a 3.57 MHZ, conseguia exibir no ecrã até 256 cores em simultâneo, dispondo de uma paleta com mais de 32000 cores, possuindo gráficos e sons mais sofisticados.

A consola foi um sucesso desde as datas de lançamento. No entanto em 1993 a Genesis mantinha-se na liderança nos EUA, para inverter este cenário a Nintendo lança o chip Super FX , lançando posteriormente o jogo Star Fox o primeiro a usar a tecnologia FX para criar gráficos poligonais. Em 1994 é lança o Donkey Kong.

Em 1995 já com a Playstation e Saturn à venda a Nintendo lança o Yoshi's Island, a continuação oficial de Super Mario World, que utilizava uma versão mais poderosa do chip Super FX para produzir efeitos especiais em 3D.

Durante o tempo de vida da SNES /Super Famicom foram lançados acessórios como a Bazuca Super Scope 6, o super Game Boy que permitia jogar os jogos do Game Boy e anunciou o SNES CD que nunca chegou a sair.

A Nintendo tinha contratado a Sony para desenvolver o SNES CD mas cancelou o contrato ficando a Sony com a tecnologia desenvolvida até ao momento que acabou por dar origem à Playstation.

A SNES/Super Famicom vendeu mais de 50 milhões de unidades por todo o mundo e foi um sucesso, foi oficialmente descontinuado em outubro de 1997.

 

 

Figura 120 - Super Nintendo (Versão EUA)

 

Figura 121 - Super Nintendo (no Japão tinha o mesmo aspecto mas chamava-se Super Famicom)

 

Imagem à esquerda de

www.computercloset.org

Imagem à direita de

www.linuca.org

 

Figura 122 - Super Mario World (Nintendo 1991)

Figura 123 - Super Mario Kart (Nintendo 1992)

Figura 124 - Star Fox (Nintendo 1993)

Figura 125 - Donkey Kong Country (Nintendo 1994)

 

Imagens de

http://www.videogamecritic.net/


1991 – CD-I

Em 1987 a Philips começa a trabalhar no CD-I (Compact Disc Interactive/Disco compacto Interactivo) um formato capaz de armazenar vídeos, imagens e sons num disco de 8 cm, permitindo ao utilizador interacção usando a televisão.

Para correr os discos CD-I era preciso um leitor CD-I que poderia ser fabricado por qualquer empresa que seguisse as especificações do formato.

Em 1991 a Philips lança o seu leitor CD-I.

Numa altura em que as consolas usavam o sistema de cartucho, como a Mega Drive/Genesis e a SNES/Super Famicom a Philips com o seu leitor CD-I oferecia um sistema de entretenimento doméstico completo que poderia ser usado como leitor CD áudio, Photo CD, correr software educacional e com um modem e programas opcionais aceder à Internet.

Alguns modelos lançados foram o CD-I 210, CD-I 450, CD-I 550, este ultimo incluía um cartucho de vídeo digital opcional em outros modelos, que permitia ler o formato Video CD e jogos com sequências de vídeo (full motion video). Outros fabricantes lançaram os seus próprios leitores de CD-I como por o exemplo a Goldstar com o seu Goldstar GPI 1200.

Antes do lançamento do CD-I as alianças que estavam a ser preparadas com produtores de jogos Japonesas foram desfeitas e consequentemente o formato CD-I padeceu de jogos originais.

 

 

Figura 126 - CD-I modelo 450

 

Figura 127 - CD-I modelo 550

 

Imagem à esquerda de

www.silicium.org

Imagem à direita de

www.computercloset.org

 

Figura 128 - Palm Springs Open (Philips 1991)

Figura 129 - 7th Guest, The (Virgin 1993)

Figura 130 - Link The Faces of Evil (Nintendo 1993)

Figura 131 - Dragon's Lair (Philips 1994)

 

Imagens de

www.vidgame.net

 

 

 

 


Portáteis

 

1990 - PC ENGINE GT a portátil da NEC é lançada no Japão

A viver momentos de sucesso no Japão com a consola PC Engine a NEC lança em 1990, no Japão, a consola portátil PC Engine GT. A consola era uma versão portátil do PC Engine, com os mesmos recursos sonoros e gráficos exibidos num ecrã de matriz activa com iluminação backlight, os jogos eram os do PC Engine em cartões Hucards ou Turbochips eram compatíveis, contando assim com uma vasta colecção de jogos.

Alimentado com 6 pilhas não se consegui jogar mais de 3 horas ininterruptamente.

No final de 1991 é lançada nos EUA com o nome de Turbo Express

 

Figura 132 - PC ENGINE GT

 

Imagem à esquerda de

www.silicium.org

 

 

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